terça-feira, 22 de abril de 2008

O Domingo

O Linha Transversal 4 trafega levemente através da avenida Aparício Borges. A tranqüilidade da condução não condiz comigo, a semana toda pensei sobre como seria O Domingo. A música beautiful day ainda estava na minha cabeça, foi a última coisa que fiz antes de sair de casa, ouvir para conseguir mais inspiração em um lindo dia ensolarado.

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Desço do ônibus e caminho rapidamente, nunca foi confiável essa parte da cidade que é a avenida Ipiranga. Em pouco tempo chego ao monumental Bouboun Ipiranga. Vou rumo ao banheiro, fiquei tranqüilo de saber que cheguei antes do horário. Entro na escadaria que leva ao toalete masculino. Meu celular canta uma versão tosca de Elevation do U2, até hoje arrependo-me de ter comprado o toque. Atendo e uma doce voz pergunta se é o Jonas, eu respondo obviamente que sim. Era a Carol! Ok, ok sem problemas pelo atraso. Ela avisou com antecedência que iria chegar mais tarde. Minha tensão volta, os minutos de espera aumenta-me a apreensão. Será que ela iria com a minha cara?

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O tempo vai passando, fico um pouco no grande banco do hall de entrada, caminho muitas vezes olhando cartazes de filmes. Será que vai dar tudo certo? O cheiro da pipoca acalma-me um pouco, mas por poucos segundos, tamanha aflição iria ser compreendida horas após, afinal, esse dia mudou minha vida.

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O que será que falo? Ficava eu perguntando-me a cada minuto esperando a minha futura amada. Conversa pessoal não é igual ao MSN, aqui agente não tem os emoticoms como recurso. Sabia que teria que ter bastante papo, mas não tinha! Talves se imitasse aquele vídeo do Mr. Beam que mandei para ela? Não, não... Isso seria idiota demais.

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Fico parado em frente a entrada principal, já está na hora que ela tinha dito que chegaria. Aguardo ansioso olhando cada pessoa que passa, até que ela aparece! Pixels que sempre apareceram em minha tela tornam-se carne e osso. Não acredito, Carol é deslumbrante, linda, fantástica e tantos outros adjetivos que ainda são poucos para descrevê-la. Nossos olhares se cruzam e logo ela reconhece-me. Confirmo sua identidade olhando rapidamente o tênis Rainha rosa com branco. Dou um “oi” e abraço ela de uma maneira totalmente desajeitada. Ali estava minha princesa, a primeira vez que vi a luz da vida entre em minhas vistas. Um sonho logo que a vi, mas que tornou-se real e maravilhoso logo que abracei-a. Esse foi apenas o começo, há um ano atrás...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Contigo Aprendi

Que sem tu morri
Que uma hora contigo passa em um segundo
E que um segundo longe de ti dura um século

sábado, 15 de dezembro de 2007

MP3 Pública

Ja faz anos que o celular deixou de ser apenas um telefone sem fio de longo alcance. Todos sabemos da evolução em velocidade máxima do pequenino. E como toda a tecnologia que avança demais acaba-se sempre criando algo para irritar alguém. E no meu caso são os celulares com alto-falantes que tocam MP3. Não suporto mais qualquer imbecil ouvindo a todo volume funk carioca e outras coisas. O pessoal perdeu a noção de música. A arte virou puro consumo. Todo mundo pensa que gosta desse mesmo lixo. A música é muito pessoal, penso até que é vergonhoso você forçar os outros a ouvir o que tu gostas. Mas fazer o que né... Eu sempre fico cuidando para saber se meus fones de ouvidos não estão em volume alto, afinal, detesto alguem do meu lado com headphones a todo o volume. Agora imagine com o celular...

sábado, 29 de setembro de 2007

Duas Décadas de Histórias

Duas décadas de história, que idade emblemática. Muita coisa já aconteceu e está para acontecer. Nunca sei o que será meu futuro. Só sei que caminho neste mundo voraz como um pequeno sonhador. Com muitas indecisões.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Chuva de Pétalas

Estava eu na parada da Avenida Oscar Pereira esperando um ônibus para voltar para casa. Tinha ido na minha tradicional biblioteca pública. Decidi parar um pouco com os livros técnicos de fotografia e acabei pegando para reler uma publicação do Mestre Paulo Sant’ana. Fui assinar a ficha de empréstimo e me surpreendi ao saber que eu ainda era o penúltimo que tinha locado o título, em 2005 se não me engano. Olhei e estava ali em cima minha assinatura de datas passadas.

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Pois bem, estava na avenida esperando a condução e parei para admirar um pouco do visual que formava-se na minha frente. O corredor de ônibus com várias árvores floridas, um verdadeiro espetáculo de cores que alimentava voluptuosamente meu olhar fotográfico. Nessas horas que fico irritado comigo, pois nunca saio com minha modesta canon compacta por causa do meu medo de assaltos. Enquanto estava observando tudo ao meu redor e lamentando por estar sem qualquer equipamento aconteceu algo lindo: um vento moderado começou a derrubar centenas das florzinhas que estavam nas grandes arvores. Nunca tinha visto espetáculo tão bonito. As flores voavam entre as pessoas que estavam na parada e morriam levemente no chão onde eram atropeladas pelos ônibus. Quando um pneu passava por cima delas ouvia-se o estalos, que se não me engano eram barulhos de seus pequeninos caules sendo. Que maravilha! E uma acaba pousando dentro do meu livro. Não pensei duas vezes e acabei fechando ele para trancar minha lembrança dessa bela cena que fica em minha memória. Tinha até um senhor que começou a fotografar todo o espetáculo. Morri de inveja dele por ter uma camerazinha em mãos. Está certo que era uma insignificante Tekpix, mas valia qualquer coisa para registrar. E agora guardo apenas nas lembranças de minha mente o fato. E continuo com ciúmes do velho!

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Fotografei em casa minha lembrança....


sábado, 23 de junho de 2007

Zaffari

Não sei se todos sabem, mas eu e minha família moramos ao lado de um supermecado Zaffari. Talvez meu pai nunca pensaria como iria ter tão grande sorte. Voltando um pouco do tempo. Na época em que estavam construindo esta casa em que futuramente eu iria morar, a Cavalhada não passava de um monte de terrenos baldios. Mais tarde chegaria o robusto empreendimento para o lado de nossa moradia. E é claro foi criado com idas diárias a ele.
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Até cerca dos meus 10 anos de idade eu e meu irmão éramos loucos por fazer compra no mercado. Sábado era o grande dia, sempre íamos com o pai fazer compras pelo de manhã. Nós crianças sem noções de capitalismo e gastos achávamos tudo maravilhoso lá. Tinha sempre a disputa de quem dirigiria o famigerado carrinho de compras. Revezávamos a direção. Cada um tinha a sua semana para ser o motorista enquanto o outro as vezes arriscava-se a subir na parte da frente para pegar carona. Esta situação se não me falha a memória gerava batidas no "carona", obviamente, brigávamos por causa desses acidentes de percurso ou então o pai irritava-se conosco.
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Haviam também as maravilhosas amostras grátis. Era de tudo: suco, arroz, café, iogurte, pão e etc... Tinha também o extasiante Pão Italiano que era feito pela padaria do mercado. Sempre havia filas para pegar a sua migalha para provar. Pena que era e continua muito caro, mas muitas vezes conseguíamos desdobrar o pai e fazer com que comprasse uma bela fatia. Também dessa parte de amostras que deve ser ressaltado: sempre tentavamos pegar mais de uma vez um mesmo produto para degustar. Muitas vezes conseguiamos. Porém, na esmagadora maioria éramos podados pelo mandamento "apenas um por pessoa" que as joviais garotas-propagandas diziam.
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Agora deixei de ser um assíduo frequentador do supermercado. Vou muito de vez em quando mesmo morando a 1 minuto ou até alguns segundos dele. Perdi um pouco desse espírito que coroava minha infância. Acho muito chato agora ter que encarar compras. Mas o pai continua um frequentador diário e totalmente conhecido do Zaffari Cavalhada.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Um Dia Qualquer

Mais um simples dia. Frio e sem quase nenhuma novidade. Talvez a única grande notícia é a classificação do Grêmio para as semi-finais da Libertadores da América na noite passada. Mas tirando isso resta apenas monotonia. Fui para o curso. Voltei dele e agora preparamo-me para dormir. Retrato da rotina. Pequena amostra da vida urbana. Apenas repetições. O frio sempre trazendo minha rinite ou gripe, estou até confuso do meu estado. Nariz com coriza, tosse e dor de garganta. Passar o resto do tempo na frente do computador. Eis o resumo diário. Finalizo meu dia gravando um CD com alguns jazz. Ouvir um pouco de Milles antes de adormecer e voltar para o tédio de amanhã.